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Boa parte da história do Brasil – em especial do período Imperial - está guardada no Rio de Janeiro. Belos prédios dos séculos XIX e XX abrigam museus e centros culturais que não se limitam a contar os fatos – muitos espaços oferecem programação intensa e funcionam como cenários perfeitos para exposições temporárias, mostras de cinema, apresentações de música, teatro e dança... Antes de partir para o passeio, consulte os atrativos para checar os horários de funcionamento – alguns fecham às segundas-feiras. Aproveite para agendar as visitas guiadas e se informar sobre os dias em que a entrada é gratuita. Já para fazer um dos programas culturais preferidos dos cariocas, siga para as livrarias espalhadas pelo Centro, Leblon e Ipanema. Além de conferir os últimos lançamentos e tomar um café, não é raro cruzar com celebridades, curtir um show ou participar de uma noite de autógrafos.
A construção neoclássica é referência na Cinelândia - Foto: Rio Convention & Visitors Bureau
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Um dos mais glamourosos prédios da Cinelândia, o Theatro Municipal foi inspirado na Ópera de Paris e inaugurado em 1909. Em seu interior estão arcadas, balaustradas, colunas e escadarias de mármore, esculturas em bronze e vitrais importados da Europa. O pano de boca foi pintado pelo italiano Eliseo Dangelo Visconti e retrata 75 figuras célebres, como Carlos Gomes, Wagner e Rembrandt.
MAM é cenário de eventos e concorridas exposições - Foto: Embratur
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O prédio modernista representa um marco na arquitetura brasileira, resultado das linhas retas do arquiteto Affonso Eduardo Reidy e do projeto paisagístico de Roberto Burle Marx. Inaugurado em 1958 e reativado em 1990, o museu sedia grandes exposições nacionais e internacionais. Com um acervo de onze mil obras reúne esculturas e pinturas de artistas como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Portinari, Di Cavalcanti, Lygia Clark, Helio Oiticica e Franz Weissmann. O espaço oferece ainda cinemateca, biblioteca, restaurante, café, livraria e espaço para shows.
A singela construção se destaca na paisagem - Foto: Rio Convention & Visitors Bureau
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O formato octogonal e o pequeno interior revestido com painéis de azulejos setecentistas feitos pelo Mestre Valentim garantem ao Outeiro o título de uma das igrejas mais aconchegantes da cidade. Construída em 1739, guarda na parte de trás o Museu da Imperial Irmandade, com peças sacras e de ourivesaria.
Cenário do último baile do Império, palácio é aberto para visitação - Foto: Rio Convention & Visitors Bureau
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Posto alfandegário até 1913, o palacete da ilha ficou famoso por sediar o último baile do Império, em novembro de 1889. A construção, que remete a um pequeno castelo em estilo neogótico, é aberta para visitação e tem como principal atrativo o torreão, ornamentado com pinturas nas paredes e na abóbada, piso com mosaico em madeiras nobres brasileiras, vitrais e trabalhos em cantaria - colunas, arcos, florões e símbolos imperiais. O passeio dura 1h40 e o acesso é feito através de escunas que partem do Espaço Cultural da Marinha.
As missas de domingo de manhã são acompanhadas por canto gregoriano - Foto: Rio Convention & Visitors Bureau
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A maior riqueza do mosteiro é a igreja barroca de Nossa Senhora de Monserrat, concluída em 1798 com interior revestido em ouro, grades de jacarandá e painéis do século XVII. Os tubos do antigo órgão, datado de 1773, estão interligados ao atual e acompanham o canto gregoriano entoado pelos monges na concorrida missa de domingo às dez da manhã.
Espaço abriga artesanato produzido em todo o país - Foto: Rio Convention & Visitors Bureau
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Com cinco mil peças - a maioria de arte popular brasileira – o museu reúne obras de Mestre Vitalino e de dezenas de artesãos de todo o país. A coleção é fruto de quarenta anos de pesquisa do designer francês Jacques van de Beuque. A localização do museu também faz parte dos atrativos - um aprazível sítio entre o mar e a Reserva Ecológica de Grumari, a 45 minutos de Copacabana.
Paço Imperial reúne cinema, livraria, cafés e salas de exposições - Foto: Rio Convention & Visitors Bureau
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Erguido em 1743, o Paço Imperial entrou para a história do Brasil em 1808, quando D. João VI transformou o prédio em residência da família real portuguesa. Desde então, importantes acontecimentos tiveram o palacete como cenário - em 9 de janeiro de 1822 o príncipe regente D. Pedro anunciou sua recusa de voltar a Portugal, episódio conhecido como o Dia do Fico; enquanto em 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no país. Tombado pelo Patrimônio Histórico, tornou-se centro cultural em 1985 reunindo biblioteca, salas para exposições, teatro,...
Na casa onde viveu o paisagista estão belos jardins e muitas obras de arte - Foto: Rio Convention & Visitors Bureau
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A casa do renomado paisagista Roberto Burle Marx, que lá viveu durante 21 anos, foi tombada pelo Iphan. No sítio, com uma área verde de 365 mil metros quadrados, está uma coleção formada por 3.500 espécies de plantas tropicais de várias partes do mundo. Dentro da casa os destaques são a capela construída em 1681, as estufas e o ateliê, tomado por pinturas, móveis, cristais e esculturas que pertenceram ao paisagista.
Parque das Ruínas abriga exposições e exibe bela vista da baía de Guanabara - Foto: Rio Convention & Visitors Bureau
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A programação cultural variada, que oferece de chorinho à teatro para crianças, é um dos atrativos do Parque das Ruínas, que se destaca também pela arquitetura – a estrutura da casa foi mantida, utilizando materiais como pedra, madeira e vidro. A residência pertenceu à grande mecenas carioca, Laurinda Santos Lobo, que reunia em seus concorridos saraus artistas como Villa-Lobos e Isadora Duncan. Transformado em centro cultural, o parque oferece espaço para exposições e espetáculos, além de uma das mais privilegiadas vistas da Baía de Guanabara.
A suntuosidade dos salões divide a atenção com as delícias da cozinha - Foto: Rio Convention & Visitors Bureau
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A belle epoque carioca, vivenciada pela alta sociedade nos séculos XIX e XX, continua intacta na charmosa confeitaria que abriu suas portas em 1894 e que teve como clientes nomes como Chiquinha Gonzaga, Rui Barbosa e Olavo Bilac. Além dos doces e salgados que seguem as receitas de outrora, a casa mantém a arquitetura art nouveau realçada pelos enormes espelhos de cristal belga, as cadeiras de jacarandá e palhinha, os ricos entalhes de madeira e a ampla clarabóia. As guloseimas são servidas nos balcões de mármore italiano, no bar e no restaurante.
Jardins e esculturas ornamentam entrada principal da igreja - Foto: Embratur
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A primeira igreja da cidade, datada de 1630, passou por uma série de reformas até chegar ao modelo atual, inaugurado em 1898. Do projeto original permanece apenas a fachada, com cúpula em pedra lioz. O interior neoclássico, ao invés de talha de madeira à maneira portuguesa, é todo em mármore. Possui vitrais de cores vivas, pinturas de João Zeferino da Costa, Bernardelli e Oscar Pereira da Silva, e belas portas em bronze fundido de autoria do escultor Teixeira Lopes.
Espaço funciona ao lado do Trem do Corcovado e reúne colcoridas obras - Foto: Embratur
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Situado em um belo casarão do século XIX, dispõe do maior e mais completo acervo do mundo. São seis mil peças de artistas de 130 países, nas quais predominam as cores vivas, os traços irregulares e os temas bucólicos, características típicas deste tipo de arte.
Inaugurada em 1910, a maior biblioteca da América Latina – e a oitava do mundo - tem um acervo de 13 milhões de obras. Para conhecer o imponente prédio, com elementos neoclássicos e art nouveau, há visitas guiadas com 40 minutos de duração.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan), o conjunto do século XVIII inclui o convento e as igrejas de Santo Antônio e de São Francisco da Penitência - esta última, considerada jóia rara do barroco, tem paredes de cedro recobertas por 400 quilos de entalhes de ouro. Nela estão guardados expressivos exemplares da arte colonial brasileira, como os trabalhos assinados pelos escultores Manuel de Brito e Francisco Xavier de Brito e pelo pintor Caetano da Costa Coelho.
A antiga residência do colecionador Raymundo Castro Maya reúne um rico acervo de oito mil peças de arte moderna. Entre as preciosidades estão trabalhos de Di Cavalcanti, Lygia Clark, Volpi, Taunay, aquarelas de Debret e a série de desenhos Dom Quixote, de Portinari. Projetada pelo arquiteto moderno Wladimir Alves de Souza, a casa de 1957 oferece vista panorâmica da Baía de Guanabara e do Centro da cidade.
O Palácio do Catete, sede da Presidência da República de 1897 a 1960, foi palco de importantes acontecimentos da política nacional como a declaração da participação do Brasil nas Guerras Mundiais e o suicídio do Presidente Getúlio Vargas em 1954. Transformado em museu em 1960 por Juscelino Kubitschek, foi reativado em 1989 com novo perfil cultural, aliando exposições, música, teatro, cinema, vídeo, lojas, restaurantes e livraria. Os amplos jardins emoldurados por palmeiras são usados para caminhadas e eventos.
Primeiro museu do Brasil, o Museu Nacional ocupa o Palácio São Cristóvão desde 1892. Na moderna ala de arqueologia há vasos, esquifes e múmias deixadas como herança por D. Pedro I. Já a coleção greco-romana pertenceu à imperatriz Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II. O restante das nove mil peças espalha-se pelas seções de geologia, zoologia e etnologia.
Em estilo neoclássico, o museu é repleto de galerias que abrigam pinturas, esculturas e desenhos de autores brasileiros e estrangeiros dos séculos XVII ao XX. Exibe ainda coleções de arte popular, imagens, medalhas, arte africana e mobiliário. Na biblioteca há cerca de 15 mil publicações nacionais e estrangeiras.
Datada de 1913, a antiga casa da família Guinle foi transformada em residência oficial dos governadores do estado em 1975. Por esse motivo, a visitação restringe-se aos ambientes da ala social, com mosaicos em detalhes em ouro nos pisos e nas paredes. O acervo compreende quadros, esculturas, objetos de decoração e móveis, muitos importados da Europa.
A antiga residência da colecionadora Eva Klabin abriga obras de arte reunidas por ela ao longo de 70 anos. O acervo, bastante diversificado, é constituído por mais de duas mil peças procedentes de quatro continentes e reunidas por temas. Nos vários ambientes da casa-museu podem ser apreciados trabalhos de origem egípcia, grega e chinesa, além de pinturas, esculturas, prataria, mobiliário e tapetes. Funciona exclusivamente com visitas guiadas.
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