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De um lado, história e cultura. De outro, natureza intocada. Para conhecer todas as faces de Paraty, aposte em um roteiro que contemple desde uma imersão pelo Centro Histórico até um mergulho nas ilhas, passando pelo Caminho do Ouro, as cachoeiras, o Teatro de Bonecos...
Artistas inspiram-se no casario para produzir belas obras - Foto: TurisRio
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Graças ao tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, quase nada mudou por ali. Erguido entre os séculos XVII e XIX em uma área compreendida entre o rio Perequê-Açu e a Baía de Parati, mantém a paisagem emoldurada por casarões coloniais e igrejas. A proibição ao tráfego de automóveis preservou o irregular calçamento em pedras, tornando a caminhada a única maneira de circular pela área e conhecer cartões-postais como a igreja de Santa Rita, erguida em 1722. Nos coloridos sobrados funcionam bares, restaurantes e lojinhas de artesanato.
Praia do Meio e Cachadaço formam cenário paradisíaco - Foto: TurisRio
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A vila, que ainda preserva o ares hippies dos anos 60, atrai muitos jovens nos feriados. Algumas das mais bonitas praias da região ficam por lá, como a do Sono, rústica e acessível por trilha (uma hora de caminhada) e do Cachadaço, uma imensa piscina natural cercada por pedras, desbravada por trilha ou barco.
O belo espetáculo do grupo Contadores de Estórias dá vida a bonecos de pano e espuma. As apresentações, premiadas em diversas partes do mundo, acontecem às quartas e aos sábados no Teatro Espaço. Convém fazer reservas.
Tendo como palco o Centro Histórico, as festas de Paraty combinam o charme do cenário com a pureza das manifestações. Na Festa do Divino, por exemplo, fanfarras e procissões atraem fiéis e turistas. Já a Festa Literária (Flip) reúne escritores, músicos e fãs do mundo das letras. Tradicional, o Festival da Pinga não é programa exclusivo dos apreciadores da branquinha - as atrações musicais vão do forró ao samba, com shows para todos os gostos.
A estrada calçada em pés-de-moleque pelos escravos entre os séculos XVII e XIX, em plena Mata Atlântica, está bastante preservada. Batizada de Caminho do Ouro por ser a passagem que ligava Minas ao Rio durante o ciclo do metal, a estrada chama a atenção não apenas pela importância histórica, mas pelas riquezas natural e cultural que a envolvem. No tour de dois quilômetros é possível conhecer um pouco das tradições dos paratienses, saborear o tempero dos pratos feitos no fogão a lenha, tomar banho de cachoeira e visitar alambiques e ateliês de artistas locais.
Há diversos roteiros pela Baía de Paraty, sempre com paradas para mergulho. O mais tradicional circula pelas ilhas próximas e pelas praias Vermelha e da Lula. Já quem busca cenários mais rústicos, a dica é ir de barco até a Ponta de Cajaíba e de lá seguir por trilhas para as praias de Martim de Sá e Grande da Deserta.
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