A fama de Diamantina começou com a descoberta das pedras preciosas, quando a cidade ainda era conhecida como Arraial do Tejuco, nos idos do século XVIII. Mesmo depois que os diamantes que seguiam para Portugal escassearam, a região continuou em evidência - primeiro, por conta de suas personalidades, como
Chica da Silva, a escrava que teve vida de rainha ao se casar com um contratador português; e o ex-presidente Juscelino Kubsticheck, o filho mais ilustre. Depois, em função do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco em 1999 e que revelou ao mundo um cenário intocado formado por igrejas barrocas e casario colonial espalhados por ruas calçadas em pedra e iluminadas por lampião.
Montanhas gerais: Estradas de terra conduzem a vilas e cachoeiras - Foto: Sérgio Mourão Diamantina, porém, descortinou ainda muitos outros encantos. Exibiu a moldura exuberante formada pela
Serra do Espinhaço, salpicada por grutas e cachoeiras; e a tradição das festas culturais, como as serestas que deram origem ao mais famoso evento da região, a Vesperata. Realizado nas noites de sábado, o concerto reúne uma multidão na rua da Quitanda. Na ocasião, as sacadas dos sobrados coloniais são tomadas por músicos que tocam valsas, boleros, sambas... impossível não se emocionar.
Serestas reúnem turistas de todas as idades na Rua da Quitanda
O charme rústico da cidade espalhou-se ainda por seus arredores. Uma estradinha de terra e muita poeira leva às graciosas vilas de
Milho Verde, Biribiri e São Gonçalo do Rio das Pedras. Cercadas por trilhas, cachoeiras, caminhos de pedra e recantos perfeitos para saborear quitutes da culinária mineira, revelam um pedaço da história onde o tempo parou.