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19 de Dezembro de 2017

48 horas em Barra do Sahy (SP)

E o melhor, sem pegar o carro! Por Reg Murray

Pôr do sol na Barra do Sahy Pôr do sol na Barra do Sahy (foto: Marcelo Cébrian)
Chegar à Barra do Sahy, no litoral norte de São Paulo, já é uma viagem. Do Rio de Janeiro até lá, pela Rio-Santos, pode-se demorar horas, mas vale cada minuto. Cada praia é mais linda que a outra. E, se a exaustão de tanto tempo no carro bater, não se preocupe: no Sahy (como os caiçaras falam), o barato é ficar flanando a pé, de bike ou de barco. De São Paulo pode-se ir pela Imigrantes, que demora, sem trânsito, cerca de duas horas e meia.

Sexta-feira 
Manhã
Depois de tanto stress em uma das estradas mais lindas do país, a melhor pedida é flanar na praia, perfeita para famílias - onde já se viu um parquinho construído na areia? - ou para casais apaixonados. Tem até uma igrejinha no canto esquerdo, frequentemente usada para casamentos. 

Boa parte das hospedagens é preparada para esses dois públicos. Uma delas é Hotel Aldeia de Sahy, a cem metros da praia. Por lá, além das suítes, há ainda as opções de chalés com um ou dois quartos e cozinha.

Normalmente, o mar de Barra do Sahy é calmo e, quando fica revolto, dá para pegar uns bons jacarés. A praia, que costuma estar bem vazia em dias de semana, tem serviço de bar e alguns poucos carrinhos vendendo quitutes praianos.

Tarde
Aberto para não hóspedes, o restaurante do Aldeia de Sahy é uma dica, com bom custo-benefício. Aposte no Aldeia Grill (mignon, filé de frango ou pescada com salada) ou no imperdível Penne Leve (abobrinha, alho poró, cenoura, parmesão e creme). 

Depois, a boa é pegar uma bike na recepção e partir para o lado esquerdo, em direção à praia da Baleia. Dizem que a ilha que fica em frente tem o formato deste mamífero, mas há controvérsias. 

Sua areia dura, com pouco mais de dois quilômetros de extensão, é perfeita para pedalar. Não rola comércio na areia e a praia abriga condomínios de alto padrão. Conclusão: é praticamente deserta.

Noite
Depois de um dia exaustivo, nada melhor que curtir a piscina do hotel. Para quem está no Aldeia, ainda tem spa com massagem relaxante ao som do barulhinho das águas, sauna, rede na varanda do quarto...

Hotel Aldeia de Sahy
Restaurante aberto para não-hóspedes. Reservas: (12) 3863-6366 / 6657 / 7161 

Sábado
Seu Haroldo é uma figura: enquanto pilota seu barco até as famosas “As Ilhas”, praticamente em frente ao Sahy, vai contando histórias da região. Para encontrá-lo, basta ir até o canto esquerdo da praia, onde tem um canal de água doce. 

Muita gente prefere ir para “As Ilhas” de caiaque, stand up paddle ou a nado. Basta se informar na recepção, que as equipes dos hotéis ajudam com o apoio logístico. Na alta temporada, um quiosque serve comidas e bebidas, mas os preços são impraticáveis. Leve barraca de sol, água e sanduba para passar o dia e snorkel para passar o tempo. 

Seu Haroldo também nos levou à Ilha das Couves, ao lado, onde o casal Maria e David recebe os visitantes com banana e manga e oferece estrutura para os mais corajosos passarem a noite ali, acampando. Sem luz.

Na volta, a dica para o almoço tardio ou jantar é o restaurante Tiê Sahy, da pousada de mesmo nome e aberto para não hóspedes. Comece pelo acarajé, emende no Linguado ao Molho de Manga e finalize com o mix de doces caseiros. É bem pertinho do Aldeia de Sahy, dá para ir a pé.

Seu Haroldo:
Passeio turístico para “As Ilhas” e rios - Tel: (12) 9-9715-1477

Maria e David (Ilha das Cobras):
Para acampar por lá – Tel: (12) 9-9731-5251

Pousada Tiê Sahy
Restaurante aberto para não-hóspedes. Reservas: (12) 386-6369

Domingo
Manhã
O mesmo Seu Haroldo oferece passeio pelo Rio Sahy, passando por manguezais e a típica vegetação de uma floresta tropical. Variedades de orquídeas são vistas pelo trajeto. 

Tarde
Como já estamos cansados de tanta badalação, optamos por ficar na praia do Sahy, tomando uma caipirinha e comendo milho debulhado, servido em um copinho por R$ 5. Tem programa melhor? 

Agora é tomar coragem e pegar o carro. Onde mesmo o deixei?

Fotos
Marcelo Cebrián


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Reg Murray

Jornalista, trabalha desde o século passado com assessoria de imprensa. Atualmente mora na região serrana do Rio e, quando pode, foge para se largar em alguma praia paradisíaca do Brasil. Adora andar descalça.