Bastante freqüentada pelos empresários do ramo de
agronegócios, Cuiabá oferece boa infraestrutura de serviços e de hospedagens. Quem sai ganhando são os turistas que fazem da capital mato-grossense a porta de entrada para o Pantanal e a Chapada dos Guimarães.
Boa mesa: Farofa de banana e paçoca de pilão acompanham peixe típico - Foto: Werner Zotz - Embratur Casa do Artesão reúne trabalhos típicos produzidos em todo o estado
Independente do motivo da viagem, é obrigatório conhecer alguns bons restaurantes da cidade. Entre eles estão os estrelados Al Manzul, um dos melhores de
cozinha árabe do Brasil; e o Mahalo, sofisticado em todos os estilos - do ambiente ao cardápio contemporâneo.
Na hora de saborear as delícias típicas pantaneiras, siga para a Biba's Peixaria. O carro-chefe é o rodízio de peixes, que traz
mojica de pintado (um ensopado à base de mandioca), pintado à milanesa e grelhado, e costela de pacu frita, conhecida como ventrecha. Os acompanhamentos não poderiam ser mais perfeitos: pirão, farofa de banana, salada e arroz. Encerre os trabalhos degustando o
furundu, um docinho tradicional de Cuiabá feito com mamão verde, rapadura e canela.
Para fazer a digestão, siga para a Casa do Artesão, um casarão de 1910 dividido em salas para a venda de artesanato de todo o estado. Em cada ambiente, uma
temática - de cerâmica a licores caseiros, passando por tecelagem, artefatos indígenas e doces. Já os trabalhos indígenas são encontrados na lojinha da Funai. Há peças de tribos variadas, como
Xavante, Karajá e Pataxó, além das 16 etnias do Parque do Xingu. Merecem destaques os colares, as cestas, as bolsas de palha, e os chocalhos.
Vale ressaltar que Cuiabá tem um dos climas mais quentes do país, com média anual de 26 graus. De agosto a outubro, os termômetros chegam fácil aos
40 graus. Não deixe de trazer roupas leves e, no caso de esticar a viagem até o Pantanal, tome vacina contra a febre amarela dez dias antes do embarque.