O astral místico e as incontáveis belezas naturais da Chapada dos Veadeiros fazem de Alto Paraíso de Goiás, a 230 km de Brasília (e a 440 km de Goiânia), um ponto de encontro de diversas tribos. Por lá, reúnem-se esotéricos, ecoturistas e aventureiros em perfeita harmonia - também, pudera! Em um cenário contornado por cânions gigantescos, paredões rochosos, rios cristalinos, cachoeiras, piscinas naturais e minas de quartzo, somente a paz pode reinar.

Almécegas: Paraíso tem nome e sobrenome! -
Almécegas: Paraíso tem nome e sobrenome! - Foto: Francine

Jardim de Maytrea é  tomado por veredas de buritis e campos floridos

Para proteger tanta beleza o governo criou, em 1961, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, acessível pelo vilarejo de São Jorge, a 36 quilômetros de Alto Paraíso. 

Em 2001, a reserva conquistou o título de Patrimônio Natural da Humanidade, concedido pela Unesco. Na área de 65 mil hectares há poucas trilhas abertas a visitação, mas elas levam - ainda bem - aos clássicos cartões-postais da região. 

Entre eles estão os Saltos do rio Preto, que formam cascatas de até 120 metros de altura e a maior piscina natural da área, que chega a 300 metros de diâmetro. Para conhecer as quedas é preciso ficar atento: a reserva tem lotação limitada diária e para fazer os passeios é obrigatório o acompanhamento de guias.

Curtir os arredores do parque também exige a contratação de profissionais. Do lado de fora, nas vilas de São Jorge e Cavalcante, além de Alto Paraíso, estão dezenas de atrações, como o Vale da Lua, um conjunto de rochas de cor cinza-claro semelhantes às crateras lunares. O rio corre entre os buracos formando poços liberados para relaxantes banhos. Lá perto fica o Jardim de Maytrea, um verdadeiro oásis tomado por veredas de buritis e campos floridos.

Passear pela chapada não é tarefa das mais fáceis. Um mínimo de preparo é necessário para encarar as trilhas, algumas íngremes e cansativas. Mas só de imaginar as belezas escondidas no final do caminho vale a pena prosseguir. Entre uma parada e outra, aprecie a vegetação típica do cerrado, colorida por ipês, bromélias e aroeiras; ou acompanhe os voos dos periquitos e das araras, que cortam os céus sempre em bandos. Quem tem espírito aventureiro pode curtir as paisagens de ângulos inusitados através da prática de atividades radicais como canyoning, cascading, tirolesa e rapel.

Depois de tanto desgaste físico, nada como recuperar as energias nos centros de massagens e meditação que ocupam insólitas construções em forma de pirâmide. De acordo com os místicos, a região é o coração magnético do país por estar sobre uma das maiores concentrações de cristal de quartzo do mundo. Se o esoterismo não é sua praia, relaxe nas pousadas charmosas, nos bons restaurantes ou nas lojinhas - especializadas em cristais e incensos!

Nota da Redação:
Alto Paraíso é a principal e a mais estruturada cidade da Chapada, com restaurantes, pousadas e bancos, além de atrações como Cataratas dos Couros, Sertão Zen e cachoeiras das Loquinhas e do Rio Macaquinhos. O único atrativo acessível a pé é Loquinhas - todos os outros (assim como o parque) ficam a mais de 30km de distância. O carro é sempre essencial para quem se hospeda por lá. Já a vila de São Jorge fica a 30km de Alto Paraíso e a poucos metros da entrada do parque. Por lá também é grande a oferta de pousadas, bares e restaurantes, além de vida noturna animada e belezas naturais como Vale da Lua, Encontro das Águas, Raizama e Morada do Sol. Mais afastado (75 km de Alto Paraíso e 125km do parque/São Jorge), o distrito de Cavalcante também conta com estrutura de pousadas e reúne belas cachoeiras como Capivara, Santa Bárbara e Rio da Prata. 

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