Impossível não vincular Itu aos objetos gigantescos, como o orelhão e o semáforo que decoram a Praça da Matriz. A fama das peças enormes acabou por encobrir uma outra Itu, repleta de encantos e histórias que merecem ser descobertos. São largos, igrejas centenárias, museus e uma infinidade de antiquários instalados em belos sobrados e casarões dos séculos XVIII e XIX.
O passeio ao período colonial pode começar na Praça da Independência, onde está a Igreja do Carmo. Erguida há mais de 200 anos, exibe pinturas de teto assinadas por frei Jesuíno do Monte, um dos nomes consagrados da arte sacra brasileira. Da igreja, vale seguir em direção ao Museu Republicano, repleto de histórias do Brasil. O tour continua pela praça Padre Miguel - aquela do orelhão e do semáforo gigantes -, para apreciar a imponente torre da Matriz da Candelária, de 1780. Em seu interior estão pinturas de frei Jesuíno e um órgão de 700 tubos.
Nos arredores da Praça da Matriz ficam as lojinhas de suvenires repletas de borrachas, lápis e cotonetes enormes e o Bar Alemão, um restaurante centenário que serve o famoso filé à parmegiana "de Itu". Por ali estão também a doceria Senzala, com as queijadinhas mais concorridas da região; e a rua Paula Souza, tomada por sobradões seculares, muitos ocupados por antiquários. Vale a pena entrar e sair das casas, seja para apreciar os pátios internos, as fachadas de azulejos ou as exposições permanentes.
Itu também vem despertando para o turismo rural. Os roteiros - preferidos da turma da terceira idade - incluem visitas a fazendas, passeios a cavalo, pescarias, caminhadas... Na Fazenda Santo Antônio da Bela Vista, a diversão é garantida do cafezal ao cafezinho. O programa começa com farto desjejum seguido por um tour que apresenta todo o processo da produção cafeeira. Na volta à casa-sede, os visitantes são recebidos com aperitivo, torresminho e mandioca frita. Em seguida é servido o almoço caipira, regado a muitos causos. A soneca na rede também faz parte do passeio.
Quem está com os pequenos não pode perder a Fazenda do Chocolate, com pavões, araras, galos, cavalos, coelhos e cisnes, além de produção de chocolate, bolos, crepes e queijos. E também o Parque do Varvito - construído na área de uma antiga pedreira, remete a uma formação geológica da Era Glacial.
O cenário de Socorro é formado por grutas, cachoeiras, matas, picos e rios que permitem a prática de esportes que vão do bóia-cross ao rapel, passando pelo arvorismo, rafting, caminhada, acquaride e escalada. Para quem busca emoção à flor da pele, a melhor pedida é a tirolesa do Parque dos Sonhos - com um quilômetro de extensão, faz uma viagem de um minuto ligando um morro no estado de São Paulo a um outro em Minas Gerais. Caso a opção seja por atividades menos radicais, desça as corredeiras em canoas ou botes infláveis.