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Apresentações de maracatu movimentam os domingos em Olinda
Foto: Embratur
Andar por determinados bairros do Recife, como Santo Antônio, São José, Boa Vista e Recife Antigo, é como viajar no tempo e entrar na história contata através dos museus, fortes, igrejas, casarios... Uma maneira interessante de observar cada detalhe é fazendo um passeio de catamarã pelo rio Capibaribe. O tour parte do Forte das Cinco Pontas e, ao longo do percurso, revela boa parte dos atrativos dos bairros históricos.

Mais afastado do centro, o bairro da Várzea merece uma visita. Lá estão a Oficina Cerâmica Francisco Brennand, uma mistura de ateliê, museu e jardim com imensas esculturas do artista plástico pernambucano; e o Instituto Ricardo Brennand, com coleções de obras de arte, armas brancas e armaduras. Em Olinda, as igrejas ganham charme especial no horário das missas – muitas são acompanhadas pelos cânticos de monges e freiras. 

Convento de São Francisco (Olinda) (2 fotos)

 
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Conjunto está entre os mais suntuosos de Olinda. Foto: Christian Knepper (Embratur)
A riqueza da decoração em azulejos portugueses azuis, amarelos e vermelhos impressionam no conjunto do Convento de São Francisco (século XVI), que compreende ainda a igreja de Nossa Senhora das Neves e as capelas de Sant´Ana e de São Roque. Também chamam a atenção as pinturas da Sagrada Família, do século XVIII.

Igreja e Mosteiro de São Bento (Olinda)

 
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Conjunto chama a atenção pela fachada e também pelo rico interior. Foto: Embratur
Considerada a igreja mais rica de Olinda, São Bento é totalmente barroca – paredes de cedro talhado e coberto com ouro, painéis no teto, colunas de arenito, púlpitos trabalhados, sacristia suntuosa... O maior tesouro é o altar, com 14 metros de altura e  folheado a ouro de um extremo ao outro. A obra perfeita já foi exposta no Museu Guggenheim de Nova York. Nas manhãs de domingo, os próprios monges abrem as pesadas portas de jacarandá e convidam os passantes para a missa cantada.  Diariamente, no final da tarde, o pátio em frente à igreja vira ponto de encontro de moradores e turistas.

Instituto Ricardo Brennand (2 dicas)

 
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Esculturas e coleções espalham-se por todo o ambiente. Foto: Thiago Neves (Empetur)
A construção remete a um castelo medieval. Em seu interior estão guardados tesouros como esculturas, tapeçarias e móveis, além de pinturas, mapas e moedas relativas ao período da invasão holandesa em Pernambuco. Em um museu estão reunidas armaduras da Europa medieval e cerca de três mil armas brancas – facas e canivetes - fabricadas em diversas partes do mundo. O instituto, criado em 2002 pelo colecionador Ricardo Brennand, é cercado por lagos e jardins.

Oficina Cerâmica Francisco Brennand

 
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Esculturas ficam espalhadas pelo imensos jardins do espaço cultural. Foto: Thiago Neves (Empetur)
Maior escultor vivo do Brasil, o pernambucano Francisco Brennand tem obras espalhadas por todo o Recife - a mais famosa é o obelisco no Marco Zero. Os trabalhos do artista podem ser apreciados de perto em seu ateliê de cerâmica, aberto para visitação. Instalado em uma área de 15 mil metros quadrados de um antigo engenho colonial, o espaço exibe centenas de esculturas com temas fantásticos expostos em galpões e em um imenso jardim com alamedas e lagos. Em 2004 o complexo ganhou mais um motivo para ser visitado: o Espaço Accademia, com desenhos e pinturas do próprio Francisco.

Recife Antigo

 
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Imponentes construções enchem de charme a parte antiga da capital. Foto: Thiago Neves (Empetur)
A melhor maneira de desbravar o bairro é andando a pé pelas suas ruas de paralelepípedos e pedras portuguesas. Comece pela Rua do Bom Jesus, com casario peculiar holandês e galerias de arte. O tour deve incluir ainda o Observatório Cultural Torre Malakoff, que descortina uma das mais bonitas vistas da cidade; e o Teatro Apolo - inaugurado em 1846 e fechado durante mais de um século, é hoje um dos mais concorridos cinemas de Recife. Para terminar, aprecie o visual da cidade a partir do Marco Zero, à beira do rio Capibaribe.

Catedral da Sé (2 fotos)

 
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Clóvis animam o Carnaval de rua
Foto: Thiago Neves (Empetur)
Descortinando uma das mais belas vistas do Recife e de Olinda, a Catedral da Sé é também a mais importante igreja da cidade. Erguida em 1540, passou por três reformas – na última, ao longo do século XX, teve reconstituída sua fachada quinhentista. No interior destacam-se os altares laterais folheados a ouro, os azulejos portugueses e o túmulo de D. Hélder Câmara, ex-arcebispo de Olinda.

Casa dos Bonecos Gigantes

 
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Espaço guarda bonecos gigantes que desfilam pelas ladeiras durante o Carnaval. Foto: Christian Knepper (Embratur)
Os tradicionais bonecos olindenses que saem pelas ruas e ladeiras da cidade durante o Carnaval ficam expostos o ano inteiro na Casa dos Bonecos Gigantes. O mais famoso deles, o “Homem da Meia-Noite”, abre oficialmente o evento em Olinda. As peças têm cerca de três metros e meio de altura e retratam pessoas com feições exageradas, animais e diabos.

Conjunto Arquitetônico da Praça da República (2 fotos)

 
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O belo estilo neoclássico do Teatro Santa Isabel chama a atenção da platéia. Foto: Thiago Neves (Empetur)
O antigo jardim do conde Maurício de Nassau deu origem à Praça da República, a primeira área verde planejada de Recife, com 23 mil metros quadrados. Idealizado pelo naturalista francês Emile Bérenger, foi remodelado por Burle Marx em 1936. Nos arredores estão construções de variados estilos arquitetônicos como o neoclássico Palácio do Campo das Princesas (1840), o eclético Palácio da Justiça (1928) e o clássico francês Liceu de Artes e Ofícios (1880). Destaca-se no cenário o Teatro Santa Isabel, de 1850, com imponente fachada clássica cor-de-rosa e projetado...

Parque das Esculturas

 
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Foto: Thiago Neves (Empetur)
Construído sobre um recife em frente ao Marco Zero, o parque exibe uma exposição permanente composta por 90 esculturas de cerâmica assinadas pelo artista plástico pernambucano Francisco Brennand. A obra principal é a Coluna de Cristal, confeccionada em argila e bronze, com 32 metros de altura e inspirada em uma flor descoberta por Burle Marx. Do Marco Zero partem barquinhos que levam ao local.

Capela Dourada

 
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Expressão máxima do barroco em Recife, a Capela Dourada surpreende pela riqueza e belos detalhes. Erguida entre 1696 e 1724 pela Ordem Terceira de São Francisco tem o altar, as paredes e o forro talhados e recobertos com folhas de ouro velho que enquadram dezenas de pinturas. A construção faz parte do conjunto arquitetônico do Convento Franciscano, tombado pelo Patrimônio Histórico, e que inclui ainda a igreja de Santo Antônio (1606) e o Museu de Arte Sacra, repleto de peças do século XVIII.

Basílica e Convento de Nossa Senhora do Carmo

 
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O conjunto arquitetônico formado pela basílica e o convento de Nossa Senhora do Carmo, além da igreja de Santa Teresa, foi erguido no século XVIII, no lugar em que se situava o Palácio Boa Vista, residência de Maurício de Nassau. Os destaques ficam por conta do altar e do forro da basílica, pintados em tons de azul e dourado.

Catedral de São Pedro dos Clérigos

 
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A imponente Catedral de São Pedro dos Clérigos, de 1728, tem uma das mais bonitas fachadas de Recife, em pedras de cantaria portuguesa talhadas. No interior, a admiração continua com as portas e os altares de jacarandá, os púlpitos de talha dourada e a pintura do teto de autoria de João de Deus Sepúlveda.

Forte das Cinco Pontas

 
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Erguido pelos holandeses em 1630, com cinco pontas, o forte foi reconstruído pelos portugueses em 1677 com quatro pontas. Visitas guiadas conduzem a um tour pela fortaleza e também pelo  Museu da Cidade, sediado no espaço e com exposição de mapas, fotos e documentos.

Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia

 
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Erguida em 1540, a igreja de Nossa Senhora da Misericórdia foi bastante destruída durante a invasão holandesa. As obras de restauração, portanto, recuperaram detalhes como o altar folheado a ouro e os painéis do forro com passagens da vida da Virgem Maria. As missas diárias das seis da tarde ganham do canto das irmãs beneditinas, responsáveis pela manutenção do templo. Antes ou depois da missa, aprecie a bela vista descortinada do adro.

Madre Deus

 
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Tombada pelo Patrimônio Histórico, a Igreja da Madre Deus foi concluída em 1720. Apesar de ter sofrido um incêndio em 1970, mantém a beleza de seu altar-mor com talhas barrocas do século XVIII. Um dos destaques da construção encontra-se na sacristia – um lavabo de mármore de Estremoz, considerado um dos mais bonitos do Brasil.

Matriz de Santo Antônio (Santíssimo Sacramento)

 
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Erguida no meio da movimentada Praça da Independência, a matriz de Santo Antônio é bastante procurada pelos passantes durante todo o dia. Em seu interior, combina elementos barrocos do século XVIII - talhas douradas - com detalhes do século XIX, como as pinturas do forro assinadas por Sebastião da Silva Tavares. 

Nossa Senhora da Conceição dos Militares

 
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Construída ao longo do século XVIII pela Irmandade dos Sargentos e Soldados da Guarnição de Recife, a igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares tem uma fachada simples. Em seu interior, porém, estão riquezas como a imagem de Nossa Senhora da Conceição no altar-mor, as talhas em rococó branca e dourada no arco central, além das pinturas de forro que retratam Virgem Maria grávida e a primeira batalha dos Guararapes.

Fundação Gilberto Freyre

 
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Na casa onde viveu o antropólogo e escritor Gilberto Freyre – autor do clássico Casa-grande e senzala - funciona a fundação, que abriga uma biblioteca que ocupa vários ambientes e um pequeno museu com objetos pessoais. A residência tem ainda interessantes painéis de azulejos portugueses.

Igreja de Nossa Senhora do Monte

 
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As grandes atrações da igreja de Nossa Senhora do Monte são as monjas beneditinas que vivem no templo e dão graça às missas das 17h, quando cantam durante todo o culto. Elas também são as responsáveis pela confecção dos briceletes – delicados biscoitos feitos com massa de trigo, de receita suíça – vendidos na porta lateral. 

Museu do Homem do Nordeste

 
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Criada em 1979, a instituição reúne acervos dos antigos museus de Antropologia, de Arte Popular e do Açúcar, retratando a vida social nordestina desde o período colonial até períodos recentes. O espaço conta com cerca de 12 mil peças – destaques para a casa de taipa cenográfica e as luxuosas carruagens usadas pela aristocracia açucareira. As manifestações da cultura popular regional também estão presentes através das fantasias carnavalescas, dos brinquedos populares, dos adornos indígenas e afro-brasileiros e dos instrumentos de trabalho.

Nossa Senhora do Rosários dos Homens Pretos

 
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Construída para os escravos no século XVIII, a igreja de Nossa Senhora dos Homens Pretos era o ponto de partida do cortejo do rei do Congo, um ritual trazido da África pelos negros que vieram trabalhar na lavoura de Pernambuco. A cerimônia foi uma das muitas que deram origem aos maracatus recifenses. Chamam a atenção a fachada em cantaria e a imagem da padroeira no interior do templo.

Pátio de São Pedro

 
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A praça quadrada, formada por casinhas coloridas e pedras irregulares, faz do Pátio de São Pedro um dos únicos do Brasil a preservar o traçado, comum no período colonial. O conjunto arquitetônico, que conta ainda com a imponente Catedral de São Pedro dos Clérigos, é tombado pela Patrimônio Histórico Nacional. Ateliês, bares e restaurantes ocupam os sobrados, garantindo movimento nas noites de sexta e sábado e também nas de terça-feira, quando acontece o “Terça Negra”, evento musical relacionado à cultura afro-brasileira. 

Rua da Aurora

 
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Às margens do Rio Capibaribe, a rua da Aurora é tomada por coloridos sobrados do século XIX. O cenário remete a cidades européias como Veneza e Amsterdã. Em uma das construções fica o Cine São Luiz, a mais antiga sala de cinema da capital e que ainda mantém as largas portas de ferro e vidro e os vitrais com temas florais. Também na área, o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães - Mamam - abriga exposições temporárias de arte contemporânea nacional, além de um acervo com 900 peças e um painel de azulejos do artista plástico que dá...


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