Criado em 1973, o Parque Estadual do Ibitipoca ocupa uma área de 1.488 hectares repleta de grutas, trilhas, picos, cachoeiras, belíssima vegetação e riachos cujos tons variam do mel ao vermelho graças ao quartzito concentrado nas rochas. Caminhar é o grande programa na reserva, onde a prática de esportes radicais é proibida. É andando que se descobre os mais belos recantos desse pedaço encantado da Serra da Mantiqueira.
Há trilhas para visitantes de todos os estilos. O primeiro passo, porém, é seguir ao Centro de Apoio ao Turista - dentro do parque -, onde há mapas que apresentam os três principais e bem sinalizados circuitos. O mais puxado é o que leva à Janela do Céu, uma corredeira que segue por um cânion e acaba em uma cachoeira de 20 metros. O percurso exige cerca de sete horas de caminhada (ida e volta) e trechos íngremes. O esforço, porém, compensa. Além da belíssima queda d'água, o caminho é repleto de grutas (da Cruz, dos Fugitivos, dos Três Arcos e dos Moreiras), mirantes naturais (Lombada e Cruzeiro) e a Cachoeirinha, uma cascata com direito a arco-íris. Não deixe de levar água, lanche, lanterna e agasalho.
De médio esforço é a trilha do pico do Pião, a 1.772 metros de altura. Comece o trajeto vendo a Prainha; siga até a gruta dos Viajantes e suba até o topo do pico. Na volta, passe pela gruta do Pião. O passeio pode durar de quatro a cinco horas e é recomendável levar um lanchinho. Já o Circuito das Águas é a trilha central e exige cerca de três horas de caminhada fácil passando pela cachoeira do Tibum, Prainha, Lago das Miragens e Ponte de Pedra, terminando na cachoeira dos Macacos.
Além das trilhas bem sinalizadas, o Parque do Ibitipoca oferece lanchonete, restaurante, vestiário, estacionamento e camping. A visitação diária é limitada em 300 pessoas, sendo que nos finais de semana e feriados é ampliada para 800.