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Cidades Históricas de Minas: o mapa da mina
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Editoria Férias Brasil
por Mariana Trigo
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Que tal fazer parte de alguns capítulos da história brasileira? As cidades Históricas de Minas são um portal para o túnel do tempo. A majestosa riqueza dos rococós e do barroco estão lhe esperando em seis templos vivos do Ciclo do Ouro, em um cenário real, mas que parece ter saído de filmes de época.
Cidades Históricas de Minas: redescobrindo o Brasil
Cidade de Ouro Preto |
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Do alto, parecem maquetes de construções do século XVIII. De perto, as cidades históricas de Minas Gerais revelam relíquias do nosso passado histórico. O roteiro é longo, mas a cada mergulho nos campos, montanhas, museus e igrejas, você é brindado com o suntuoso reflexo da riqueza inconfidente.
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A opulência do estilo rococó se funde com o barroco e se mescla com o colonial. O aroma do café fresquinho, acompanhado do macio pão de queijo lhe acompanha por toda a viagem e reflete um gosto único, o sabor de vestir esse cenário como quem veste uma roupa de época para entrar em cena.
Ouro Preto, Sabará, Mariana, Congonhas, São João Del Rei, Caeté e Tiradentes são cidades marcadas pelo Ciclo do Ouro e pelo barroco mineiro. Em cada uma, a história se liberta da cor sépia dos antigos livros, documentos e manuscritos para ganhar colorido, forma e interpretação. Neste pedaço de terra, após três séculos de exploração mineral, continua preservado o mais rico patrimônio histórico do Brasil.
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O cenário dos Inconfidentes, Ouro Preto, ganhou o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO, em 1980. O casario colonial, a profusão de igrejas e museus, aterrissados em ladeiras de pedras, são atrações para todas as idades. Quem também ganhou o mesmo título pela UNESCO foi a cidade vizinha, Congonhas.
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 Cidade de Tiradentes |
Ela é toda cravejada de obras do gênio Aleijadinho, com ares religiosos que lhe rendem visitas de amantes da arte do mundo inteiro.
Cidade de São João Del Rey |
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Já, Mariana, a primeira capital de Minas, é um pouco mais moderna. Mas, a cidade expõe com orgulho o casario, as igrejas, museus e ateliês, que são a evidência do valor artístico da arquitetura colonial brasileira. Mariana sediava a capitania portuguesa e irradiava o poderio de Lisboa. E que tal um museu barroco a céu aberto? São João Del Rei e Tiradentes abraçam o passado construído em ouro, lapidando relíquias preservadas em antiquários, casarões e imponentes museus cercados de árvores centenárias.
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O verde emoldura as cidades como um quadro antigo, mas que não precisa de restauração. Próximo a cada uma, existem florestas, lagos, cachoeiras ou parques à sua espera, para que o seu tour histórico refresque não só a sua memória, mas as horas onde tudo o que você precisa é de uma caminhada ou de um mergulho relaxante.
Com 20 km de distância de Belo Horizonte está Sabará. A cidade conserva a magnitude das construções do século XVIII. Mas, o que se observa por aqui são pequenas influências dos chineses em alguns monumentos. Nesse trecho do roteiro você vai encontrar o casamento das linhas coloniais com o traço oriental, como a Igreja do Ó.
O exotismo impera na riqueza da época e também faz parte da fé e da arte da era do ouro na cidade de Caeté. A imperdível visão panorâmica da Serra da Piedade espalha o horizonte através das Minas, além das Gerais.
O escritor Guimarães Rosa dizia que "Minas, são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais". O desbunde explícito das cidades históricas no maior Estado do Sudeste brasileiro leva ao delírio milhões de visitantes de todo o planeta. Aqui, o sabor da cozinha mineira derrama no Ouro Preto, amarelo e verde, temperando a história com as cores da bandeira de um país, que apesar de recente, preserva o passado que o mundo inteiro vem aplaudir.
Fotos gentilmente cedidas pela
Turminas
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