A grande atração de Araxá é o Grande Hotel, um marco da hotelaria brasileira inaugurado em 1944 e fechado 50 anos depois. Reaberto em 2002, manteve preservado todo o glamour original, com grandes salões e lustres de cristal. As famosas termas funcionam hoje como um verdadeiro spa, oferecendo, além dos banhos terapêuticos de águas sulfurosas e de lama, muitas massagens, acupuntura, sauna e duchas.
Por todo o enorme prédio - são 33 mil metros quadrados de área construída - observa-se a pompa que atraía os fãs do cassino que ali funcionou por dois anos. São sofás e poltronas de couro, elevadores em mogno, corrimãos com entalhes dourados, cinema, cortinas aveludadas, vasos, espelhos, sacadas... O parque no entorno do Grande Hotel, conhecido como Complexo do Barreiro, também foi restaurado e abriga piscinas, lago, jardins, bosques, trilhas, quadras de tênis e peteca e espaço para passeios de bicicleta e charrete. Por ali estão ainda duas fontes de águas limpinhas - a Dona Beja, homenagem à célebre personagem histórica da cidade, com doze duchas-cascatas radioativas; e a Andrade Júnior, que borrifa águas sulfurosas.
Pacata e simpática, Araxá preserva fragmentos de sua história em alguns casarões do centro da cidade. Um dele abriga o Museu Dona Beja, que exibe cerca de 300 peças e mobiliário do século XIX. Em uma sala estão guardadas as indumentárias utilizadas na novela da extinta rede Manchete que contou a história da cortesã. Araxá também é procurada para a prática de atividades de aventura. A cidadezinha é uma das portas de entrada para o Parque Nacional da Serra da Canastra, repleto de cachoeiras, paredões de pedra e trilhas pela mata. Para recuperar as energias pós-caminhadas, prove os doces de Dona Joaninha e de Dona Ana. Os destaque ficam por conta do tronquinho - feito com amendoim -, da ambrosia e das frutas cristalizadas.