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Construções em estilo neoclássico predominam na parte antiga da capital - Foto: Embratur
É comum dizer que respira-se cultura no Centro de Maceió. Não é para menos, levando-se em conta que lá estão os principais monumentos e igrejas da cidade, erguidos no século XIX. Com fachadas e memórias preservadas, as construções contam um pouco da história e das influências culturais da capital.
O clima intelectual se faz presente também no antigo bairro da boemia, o Jaraguá, na zona portuária e que por muitos anos foi o ponto de encontro de ilustres personalidades alagoanas. Hoje, recupera seu charmoso título numa combinação harmoniosa entre o antigo e o moderno. Os velhos armazéns e os casarões coloniais ganharam cores e ambientações caprichadas, abrigando bares, boates, restaurantes e espaços culturais. Tombado pelo Patrimônio Histórico de Alagoas, o Conjunto Arquitetônico do Jaraguá tem como cartão-postal o prédio da Associação Comercial de Alagoas, com linhas neoclássicas.
Espaço chama atenção pelo acervo e também pela fachada - Foto: Sergio Fecuri (Embratur)
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Considerado a maior referência da Cultura Popular Alagoana, o Museu Théo Brandão foi aberto ao público em 2002. O nome é em homenagem ao professor e folclorista Theotônio Brandão Vilela, cuja coleção de arte popular foi doada ao espaço. Nela estão fotografias, folhetos de cordel e livros. O museu expõe ainda objetos da cultura brasileira e de vários países, destacando-se México, Espanha, Portugal e alguns africanos. A maior coleção, porém, é de peças nordestinas, sobretudo alagoanas, entre as quais se destacam as moringas antropomorfas do artista Júlio...
Fachada eclética garante estilo único à construção - Foto: Sergio Fecuri (Embratur)
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Embora reúna estilos arquitetônicos diversos em função das várias intervenções desde a fundação, em 1859, a Catedral de Maceió não perdeu a harmonia. Abençoada por Nossa Senhora dos Prazeres, traz características neoclássicas – como o frontão irregular – e modernas, presente no altar em alvenaria substituindo o original com retábulo de madeira. O charme fica por conta da nave, com colunas, cancelas de madeira, candelabros de prata e dois púlpitos com dossel decorados com filetes de ouro.
Originalmente uma capela, Bom Jesus dos Martírios passou por diversas reformas até se tornar igreja, em 1881. As obras ao longo do tempo conferiram à construção um estilo eclético, misto de barroco, neoclássico e neogótico, mesclando azulejos portugueses, estampilhados e torres com coroamentos retorcidos. O interior traz ornamentos rococó, além de rodapés em azulejo colorido no melhor estilo art nouveau.
Ocupando dois armazéns do Conjunto Arquitetônico do Jaraguá, o Museu de Arte Brasileira tem em seu um acervo uma das maiores coleções de pintura nordestina do Brasil, reunindo obras de artistas alagoanos, sergipanos, paraibanos, pernambucanos e cearenses. O espaço abriga ainda oficinas de pintura, exposições e eventos culturais.
Fundado em 1980, o Museu Pierre Chalita abriga cerca de três mil peças entre pinturas, desenhos, pratarias, estatuário, mobiliário e quadros dos séculos XVII, XVIII e XIX. No sótão estão quadros de pintores brasileiros modernos, como Tarcila do Amaral; no térreo, objetos barrocos; e no primeiro andar, obras de Chalita.
Com arquitetura neoclássica, a Igreja de Nossa Senhora do Livramento guarda em seu interior uma bela pintura de Imaculada Conceição. Do lado de fora, as atrações são as doceiras, com tabuleiros repletos de pés-de-moleque, broas de milho e bolos de macaxeira.
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